segunda-feira, 2 de agosto de 2010

"Precisamos de Santos" - João Paulo II


Precisamos de Santos sem véu ou batina.
Precisamos de Santos de calças jeans e tênis.
Precisamos de Santos que vão ao cinema, ouvem música e passeiam com os amigos.
Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que se "lascam" na faculdade.
Precisamos de Santos que tenham tempo todo o dia para rezar e que saibam namorar na pureza e castidade, ou que consagrem a sua castidade.
Precisamos de Santos modernos, santos do século XXI, com uma espiritualidade inserida no nosso tempo.
Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais.
Precisamos de Santos que vivam no mundo, se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo.
Precisamos de Santos que bebam coca-cola e comam hot dog, que usem jeans, que sejam internautas, que escutem disc man.
Precisamos de Santos que amem apaixonadamente a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar um refrigerante ou comer uma pizza no fim-de-semana com os amigos.
Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro, de música, de dança, de desporto.
Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiros.
Precisamos de Santos que estejam no mundo; e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo, mas que não sejam mundanos".

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Vocações


Beatíssimo Padre, sabemos que os nossos seminários não estão cheios e que, no futuro, em várias partes do mundo, esperamos uma diminuição, até brusca. O que fazer de verdadeiramente eficaz pelas vocações? Como propor a nossa vida, no que nela existe de grande e de belo, a um jovem do nosso tempo?

PAPA BENTO XVI – Obrigado. Realmente o senhor refere-se de novo a um problema grande e doloroso do nosso tempo: a falta de vocações, devido à qual as Igrejas locais correm o risco de se tornar áridas, porque falta a Palavra de vida, falta a presença do sacramento da Eucaristia e dos outros Sacramentos.

Que fazer? A tentação é grande: tomar nós próprios as rédeas do problema, transformar o sacerdócio o sacramento de Cristo, o ser eleito por Ele numa profissão normal, num "job" que ocupa as suas horas, e o resto do dia pertencer só a si mesmo; e deste modo tornando-o como qualquer outra vocação: torná-lo acessível e fácil. Mas esta é uma tentação que não resolve o problema.

Faz-me pensar na história de Saul, rei de Israel, que antes da batalha contra os Filisteus espera Samuel para o necessário sacrifício a Deus. E quando Samuel, no momento esperado, não vem, ele mesmo realiza o sacrifício, mesmo não sendo sacerdote (cf. 1 Sm 13); pensa que assim resolve o problema, que naturalmente não resolve, porque assume ele mesmo aquilo que não pode fazer, torna-se ele mesmo Deus, ou quase, e não pode esperar que as coisas procedam realmente à maneira de Deus.

Assim, também nós, se desempenhássemos só uma profissão como outros, renunciando à sacralidade, à novidade, à diversidade do sacramento que só Deus dá, que só pode vir da sua vocação e não do nosso "fazer", nada resolveríamos.

Por isso devemos como nos convida o Senhor rezar a Deus, bater à porta do coração de Deus, para que nos conceda as vocações; rezar com grande insistência, com grande determinação, com grande convicção, porque Deus não se fecha a uma oração insistente, permanente, confiante, mesmo se deixa fazer, esperar, como Saul, além dos tempos que nós previmos. Este parece-me o primeiro ponto: encorajar os fiéis a ter esta humildade, esta confiança, esta coragem de rezar com insistência pelas vocações, de bater à porta do coração de Deus para que nos conceda sacerdotes.

Além disto, acrescentaria talvez três aspectos: o primeiro: cada um de nós deveria fazer o possível para viver o próprio sacerdócio de tal modo que seja convincente, de maneira que os jovens possam dizer: esta é uma verdadeira vocação, assim pode-se viver, assim faz-se uma coisa essencial para o mundo. Penso que nenhum de nós se teria tornado sacerdote, se não tivesse conhecido sacerdotes convincentes nos quais ardia o fogo do amor de Cristo. Portanto, este é o primeiro aspecto: procuremos ser nós mesmos sacerdotes convincentes.

O segundo, é que devemos convidar, como já disse, para a iniciativa da oração, para ter esta humildade, esta confiança de falar com Deus, com força, com decisão.

O terceiro aspecto: ter a coragem de falar com os jovens, se podem pensar que Deus os chame, porque muitas vezes é necessária uma palavra humana para predispor para a escuta à vocação divina; falar com os jovens e sobretudo ajudá-los a encontrar um contexto vital no qual possam viver.

O mundo de hoje é tal que parece quase excluída a maturação de uma vocação sacerdotal; os jovens precisam de ambientes nos quais se viva a fé, nos quais sobressaia a beleza da fé, nos quais sobressaia que este é um modelo de vida, "o" modelo de vida, e portanto ajudá-los a encontrar movimentos, ou a paróquia – a comunidade na paróquia – ou outros contextos nos quais estejam realmente circundados pela fé, pelo amor de Deus, e possam portanto abrir-se para que a vocação de Deus os alcance e ajude.

De resto, demos graças ao Senhor por todos os seminaristas do nosso tempo, pelos jovens sacerdotes, e rezemos. O Senhor ajudar-nos-á! Obrigado a todos vós!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Três coisas...

Queridos amigos, hoje apetece-me partilhar-vos uns sentimentos que me vão na mente, sentimentos que presumo sejam comuns a muitos homens e mulheres do nosso tempo, da nosso espaço, da nossa vida.
Na verdade, queria falar-vos sobre a alegria que senti na visita do Santo Padre a Portugal, queria meditar sobre a tristeza da aprovação por parte do presidente da republica do casamento entre pessoas do mesmo sexo, queria ainda meditar sobre o dom da vida já que nestes dias celebrei-o de forma alegre e grata.

Assim, começando pela visita do Santo Padre, gostava de vos dizer que das coisas que mais me impressionou foi surpreendente alegria que vi constantemente no seu rosto, na sua expressão, na sua linguagem de amor. Na verdade ele trouxe-nos desafios muito fortes, desafios que têm de ser clarificados e melhorados, quer na vida da sociedade que na vida de cada um de nós, ou seja, não vale apenas os Vivas ao Papa que demos, agora é preciso dizer que a sua mensagem é também para nós. Guardo com especial emoção o momento em que o vi ao vivo no Terreiro do Paço, em que senti emoção ao ver passar Pedro, ao ver passar o homem que sucedia àquele a quem Jesus perguntou: Tu Amas-me? Nessa tarde tudo foi perfeito, a chegada, os cânticos, a missa, a homilia, a alegria daquele olhar do Papa. Tudo foi especial e levou-me com uma enorme alegria para a frente da nunciatura como forma de cantar e esperar que o Papa me dissesse algo, que o Papa falasse aos milhares de jovens que ali estavam, alegria que levou-me a Fátima, enfim alegria que tornou aqueles dias mais belos, diferentes, especiais. Momento marcante foi também Fátima, ver o Papa de joelhos aos pés da Senhora, tal como João Paulo II tinha feito, fez-me compreender que tenho muito caminho a percorrer para me converter, para saber o que é verdadeiramente ser fiel ao chamamento que sinto ser feito todos os dias por Jesus Cristo, para saber o que é se por de joelhos perante a Mãe que me leva sempre ao Filho. Foram de facto dias que ainda estou a digerir, palavras que ainda releio, sentimentos que ainda amadurecem...

Outra das coisas que vos queria falar era da aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Confesso que fiquei triste ao ver esta forma de agir por parte do nosso presidente, que relembro depois de um discurso de inicio de ano voltado para a dignidade da família e outras coisas mais, agora tira esta dimensão natural ao casamento, procurando corromper um nome que tem uma dignidade que ultrapassa qualquer iluminação humana, qualquer vontade pessoal com o intuito de agradar minorias. Deixei claramente de confiar nas ideias de um presidente que apenas faz as coisas por sua conveniência, que não mostra uma lealdade às suas convicções, aos seus propósitos morais como pessoa que é, que em tempos apresentou. Está muita coisa contrário na política deste país!

Quanto ao dom da vida, queria primeiramente agradecer a Deus e à minha família pelo facto de hoje estar convicto que viver não é só por mim nem para mim mas essencialmente é dar-se como pincel onde a mão de Deus fará o resto. Sinto, no entanto, é que muitas vezes fujo a ser esse pincel, prefiro ser mão, mão que opera a transformação esquecendo toda a dimensão que tem Deus na minha vida, o que posteriormente me leva a um sentimento de tudo menos de dever cumprido. Por isso é que digo, aos 23 anos tenho muito que me converter e realmente entender o sentido que é sofrer para as coisas bem fazer.

Rezem por mim, pelo nosso País, pelo Papa!

🎙️🚗 Um Sonho Conduzido Pela Paixão 🚗🎙️

Há sonhos que nascem connosco. Que crescem em silêncio, alimentados por cada motor que murmura ao longe, por cada curva desenhada na montanh...